segunda-feira, 6 de abril de 2009

rebus


Primitividade, arte, machismo, viagem, Passárgada, Luís XIV, zoológico de Versalhes, Panopticon: mosca, relógio, livro, cara lavada, cara cansado, saída. Semente de araucária, Alberto Caero, trem, sua casa, descoberta, escândalo, televisão, abelha, Índia, henna, caneta, desliga, iPod, luta, surdez, sono, cegueira, piloto automático, insensibilidade, iTouch, batata frita, desenvoltura: por quê?

quarta-feira, 1 de abril de 2009

revolução para os domingos


Sabe o que acontece com a juventude (quero dizer pessoas entre 17 e 20 anos de idades) hoje? Estão preocupados em passar no vestibular; em serem médicos ou engenheiros ou empresários bem sucedidos, o que significa ter muito lucro e trabalhar pouco, de preferência. Não os culpo por isso, tanto que é um destino cômodo, de bom tom para o filho de um empresário de classe média-alta. A questão que me preocupa, na verdade, são os exercícios ferrados de física e química que não trazem uma reflexão mais profunda da existência do ser humano: da sua relação com o mundo pós-moderno, mantendo-os no senso comum – comum até demais.

Não posso deixar de pontuar que a escola, como uma instituição, deixa de abrir um espaço para a crítica, para criar no aluno o bom senso, dessa forma, é a indústria cultural que toma pra si esse papel, alienando os jovens com a ideologia da classe dominante. É também essa indústria cultural que prega a arte popular – por popular eu quero dizer “vazia” – ao invés da arte artística, e o consumismo exacerbado, sendo estes, dois fatores fundamentais para a conformidade e acomodação dessa classe numa sociedade que clama por pessoas comprometidas a uma causa revolucionária em meio ao século XXI.

Por causa da velocidade com que recebemos informações é, portanto, impossível processar e/ou filtrar tudo o que ouvimos. Não nos sobra tempo para abolirmos as ideologias impostas pelos meios de comunicação de massa, pela escola, pelo mercado financeiro, pela família. Esgotamos-nos. Exercícios complexos demais, relacionamentos mal construídos, impulsos de consumismo, luxos. E o pensamento, e a revolução? Ficou para os domingos. Só os domingos que não têm churrasco com pagode.

sexta-feira, 20 de março de 2009

huuum


Deves estar se perguntando o que é apoikia. Não se desespere. Apoikia possui origem grega e significa lar distante. No contexto do período arcaico, durante a segunda diáspora foram criadas as tais apoikias, ou seja colônias, fora das pólis, onde os gregos viam uma nova possibilidade de se organizarem.
Agora deves estar se perguntando por que. Hoje, a internet é como um lar distante para a minha geração - não me incluo nessa, na verdade, pra mim é difícil ter a internet como meu lar distante, meu segundo lar - e isso tem revolucionado a forma com que nós nos formatamos como juventude e futuros governantes de um mundo cada vez mais global e menos local.
Portanto, minha proposta é, por meio desse blog comentar as coisas que vejo em minha geração e contrastá-la com gerações passadas, e acima disso fazer desse blog o meu lar distante, me desenvolver, me aprimorar.